{"id":5013,"date":"2018-08-23T18:30:51","date_gmt":"2018-08-23T21:30:51","guid":{"rendered":"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/?p=5013"},"modified":"2023-09-27T11:16:32","modified_gmt":"2023-09-27T14:16:32","slug":"teoria-dos-esmaltes-parte-iv","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/teoria-dos-esmaltes-parte-iv\/","title":{"rendered":"Teoria dos Esmaltes &#8211; Parte IV"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p>Ol\u00e1 amigos e amigas! Este \u00e9 o \u00faltimo post da s\u00e9rie sobre a teoria dos esmaltes. Vou escrever hoje sobre como identificar um bom esmalte com a base te\u00f3rica que tivemos at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>Com o conhecimento te\u00f3rico, os ceramistas deixaram de confiar somente na experi\u00eancia e puderam identificar poss\u00edveis falhas nos esmaltes antes mesmo de test\u00e1-las no forno. Isso ajudou muito, economizando muito tempo e dinheiro. O estudo dos esmaltes deixou de ser um trabalho emp\u00edrico tornando-se uma ci\u00eancia. \u00c9 claro que a pr\u00e1tica \u00e9 imprescind\u00edvel para o emprego de esmaltes: a correta aplica\u00e7\u00e3o, o controle da queima, tudo se soma para termos boas queimas no final. O dom\u00ednio te\u00f3rico \u00e9 s\u00f3 uma ferramenta que contribuiu para resultados positivos.<\/p>\n<p>Escrevi no \u00faltimo post que a f\u00f3rmula da unidade molecular de Seger permitiu um conhecimento mais profundo do comportamento de um dado esmalte. Vamos ver agora quais s\u00e3o os par\u00e2metros usados para caracterizar um bom esmalte. Vale salientar que esses par\u00e2metros s\u00e3o usados para cer\u00e2micas utilit\u00e1rias. \u00c9 poss\u00edvel que esmaltes que estejam fora dessas regras ainda possam ser usados em outros tipos de cer\u00e2micas por serem interessantes esteticamente.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Regras para um bom esmalte<\/h2>\n<p><strong>1 &#8211; Deve ter s\u00edlica suficiente<\/strong><\/p>\n<p>S\u00edlica \u00e9 a espinha dorsal de um esmalte e o principal formador de vidro. Sem s\u00edlica suficiente, n\u00e3o se pode fazer um bom esmalte.<\/p>\n<p><strong>2 &#8211; Deve ter alumina suficiente<\/strong><\/p>\n<p>Ceramistas acreditavam que para se ter um bom esmalte dever\u00edamos ter uma quantidade m\u00ednima de alumina no esmalte. Entretanto, podemos ter at\u00e9 bastante alumina se a propor\u00e7\u00e3o de fundentes mais o boro compensar essa adi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>3 &#8211; O esmalte deve derreter-se completamente<\/strong><\/p>\n<p>Parece \u00f3bvio mas muitos esmaltes que aparentam serem foscos ou semi-foscos s\u00e3o assim porque n\u00e3o foram completamente derretidos. Fazer esmaltes sem o derretimento completo faz com que eles apresentem uma s\u00e9rie de problemas nas cer\u00e2micas funcionais. Acompanhe a queima e use sempre cones pirom\u00e9tricos para assegurar que suas pe\u00e7as atingiram a temperatura correta para a forma\u00e7\u00e3o de seus esmaltes. Al\u00e9m disso, use receitas adequadas para a temperatura que o seu forno ir\u00e1 queimar.<\/p>\n<p><strong>4 &#8211; Use n\u00edveis moderados de pigmentos e opacificantes<\/strong><\/p>\n<p>Depois de um certo limite, mesmo em um \u00f3timo esmalte esses elementos conseguem vazar da rede v\u00edtrea e contaminar a comida ou bebida que fica em contato com o esmalte. Alguns desses elementos s\u00e3o t\u00f3xicos e embora a quantidade que vaza \u00e9 pequena, lembremos que essas pe\u00e7as s\u00e3o de uso di\u00e1rio, ent\u00e3o \u00e9 sempre bom ficar de olho.<\/p>\n<p>Abaixo est\u00e1 o n\u00edvel m\u00e1ximo recomendado por % de esmalte base<\/p>\n<table class=\"wp-block-table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Carbonato de Cobre<\/td>\n<td>4,0%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\u00d3xido de Cobre<\/td>\n<td>2,0 &#8211; 2,5%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\u00d3xido de Cromo<\/td>\n<td>3,0%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Carbonato de Cobalto<\/td>\n<td>3,0%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\u00d3xido de Cobalto<\/td>\n<td>2,0%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\u00d3xido de Ferro<\/td>\n<td>10,0 &#8211; 15,0%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Di\u00f3xido de Mangan\u00eas<\/td>\n<td>4,0%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\u00d3xido de N\u00edquel<\/td>\n<td>3,0%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Esmaltes que possuem uma colora\u00e7\u00e3o met\u00e1lica quase sempre t\u00eam valores excessivos de pigmentos em sua composi\u00e7\u00e3o e devem ser analisados atentamente.<\/p>\n<p><strong>5 &#8211; Ter boa propor\u00e7\u00e3o de fundentes prim\u00e1rios e secund\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>No jarg\u00e3o da qu\u00edmica dos esmaltes, dizemos que os fundentes prim\u00e1rios ou R2O s\u00e3o aqueles do grupo dos metais alcalinos (Li, K e Na). Os prim\u00e1rios iniciam o processo de derretimento do esmalte.<\/p>\n<p>J\u00e1 os fundentes secund\u00e1rios, ou RO, s\u00e3o aqueles que mant\u00eam o derretimento sob controle. S\u00e3o eles os metais alcalino-terrosos e outros elementos (Mg, Ca, Sr, Ba e Zn). Usando os n\u00fameros da f\u00f3rmula de Seger, a\u00a0rela\u00e7\u00e3o entre esses dois tipos de fundentes \u00e9 escrita como R2O:RO.<\/p>\n<p>Pesquisas hist\u00f3ricas e contempor\u00e2neas provaram que uma propor\u00e7\u00e3o R2O:RO de 0,3:0,7 \u00e9 a ideal para uma maior durabilidade de esmaltes funcionais.<\/p>\n<p><strong>6 &#8211; Para queimas abaixo do cone 10, use boro\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Hoje em dia, popularizou-se fornos e receitas para queima no cone 6. Dentre as vantagens, temos o menor tempo de queima, economia de energia e as cer\u00e2micas t\u00e3o resistentes quanto \u00e0s queimadas em temperaturas mais altas. Por\u00e9m, nessas temperaturas intermedi\u00e1rias a s\u00edlica usada isoladamente n\u00e3o se funde totalmente.<\/p>\n<p>O elemento boro \u00e9 um formador de vidro, n\u00e3o t\u00f3xico e quando usado em conjunto com a s\u00edlica, oferece uma boa alternativa para as queimas do cone 6. A forma ideal de usar esse elemento no esmalte \u00e9 atrav\u00e9s de fritas, pois fica insol\u00favel.<\/p>\n<p>Abaixo est\u00e1 um gr\u00e1fico mostrando o quanto de boro que deve ser introduzido ao esmalte em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua temperatura m\u00e1xima. A \u00e1rea em laranja e vermelho apontam para esmaltes brilhantes bem derretidos e a \u00e1rea em azul escuro, esmaltes com problemas de fus\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"wp-block-spacer\" style=\"height: 40px;\" aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/div>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" width=\"362\" height=\"384\" class=\"wp-image-5017\" src=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/boron-in-glazes.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/boron-in-glazes-283x300.png 283w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/boron-in-glazes.png 362w\" sizes=\"(max-width: 362px) 100vw, 362px\" \/><figcaption>fonte: Matt Katz. Boron in Ceramics.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-spacer\" style=\"height: 40px;\" aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/div>\n<p><strong>7 &#8211; Ajuste o coeficiente de expans\u00e3o t\u00e9rmica<\/strong><\/p>\n<p>Quando a cer\u00e2mica est\u00e1 no interior do forno e o esmalte est\u00e1 em seu estado l\u00edquido, existe uma ader\u00eancia completa entre o esmalte e a argila. Quando o forno se resfria, tanto a argila quanto o esmalte encolhem. Se a contra\u00e7\u00e3o desses elementos for diferente, dois cen\u00e1rios poder\u00e3o acontecer:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>se o esmalte contrair mais que a argila, ele ficar\u00e1 craquelado, ou gretado (lado direito da foto abaixo)<\/li>\n<li>se a argila contrair mais que o esmalte, o esmalte soltar\u00e1 da argila, como pintura que descasca da parede (lado esquerdo da foto abaixo)<\/li>\n<\/ul>\n<div class=\"wp-block-spacer\" style=\"height: 30px;\" aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/div>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"220\" class=\"wp-image-5018\" src=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/glaze-shivering-defect.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/glaze-shivering-defect-300x110.jpg 300w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/glaze-shivering-defect-500x183.jpg 500w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/glaze-shivering-defect.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption>fonte:\u00a0http:\/\/www.lakesidepottery.com\/<\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"wp-block-spacer\" style=\"height: 30px;\" aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/div>\n<p>Em cer\u00e2micas funcionais esse efeito n\u00e3o \u00e9 desej\u00e1vel. O que se deve fazer nesse caso \u00e9 achar no esmalte um coeficiente de expans\u00e3o t\u00e9rmica compat\u00edvel com a argila utilizada. \u00c9, assim, um problema a ser resolvido individualmente, dependendo da argila utilizada. Por\u00e9m alguns cuidados gerais s\u00e3o \u00fateis:<\/p>\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>N\u00e3o aplique uma camada muito grossa de esmalte<\/li>\n<li>Pe\u00e7as grandes apresentam maiores problemas em rela\u00e7\u00e3o a intera\u00e7\u00e3o esmalte\/ argila<\/li>\n<li>Confira se os n\u00edveis de alumina e s\u00edlica do seu esmalte est\u00e3o nos n\u00edveis aceit\u00e1veis (veja em gr\u00e1fico de Stull)\u00a0<\/li>\n<\/ol>\n<p>Alguns laborat\u00f3rios especializados possuem aparelhos chamados dilat\u00f4metros, que calculam precisamente o coeficiente de expans\u00e3o t\u00e9rmico da argila. Sabendo disso, o trabalho de ajuste fica bem mais f\u00e1cil. Para n\u00f3s, ceramistas artesanais, nos restam os testes. Quase todos os programas de c\u00e1lculo de esmaltes que existem hoje em dia fornecem c\u00e1lculos de coeficientes de expans\u00e3o. Troque os elementos para adequar seu esmalte obedecendo o seguinte\u00a0racioc\u00ednio:<\/p>\n<p>Se o seu esmalte apresenta craquelamento, diminua o coeficiente de expans\u00e3o t\u00e9rmica do esmalte.<\/p>\n<p>Se ele estiver soltando, aumente o coeficiente de expans\u00e3o t\u00e9rmica.<\/p>\n<p>Segue a tabela de English e Turner de coeficiente de expans\u00e3o para os principais \u00f3xidos que pode ser \u00fatil nesse processo. Vejam que o s\u00f3dio e pot\u00e1ssio possuem alto coeficiente de expans\u00e3o t\u00e9rmica. Seu uso exagerado pode causar craquelamento. Ao contr\u00e1rio, elementos como o l\u00edtio e o magn\u00e9sio podem ajudar a diminuir esse problema.<\/p>\n<table class=\"wp-block-table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\u00d3xido<\/td>\n<td>Coeficiente (x10-6\/\u00baC)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>BaO<\/td>\n<td>14,0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>CaO<\/td>\n<td>16,3<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>MnO2<\/td>\n<td>5,7<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Li2O<\/td>\n<td>7,45<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>MgO<\/td>\n<td>4,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>K2O<\/td>\n<td>39,0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Na2O<\/td>\n<td>41,6<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>ZnO<\/td>\n<td>7,0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fe2O3<\/td>\n<td>10,4<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>TiO2<\/td>\n<td>10,6<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>B2O3<\/td>\n<td>-6,53<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Al2O3<\/td>\n<td>1,4<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>SiO2<\/td>\n<td>0,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>PbO<\/td>\n<td>10,6<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>P2O5<\/td>\n<td>7,45<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>SnO2<\/td>\n<td>3,65<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>ZrO2<\/td>\n<td>2,3<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>SrO<\/td>\n<td>13,5<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O Gr\u00e1fico de Stull<\/h2>\n<p>Em 1912, um pesquisador chamado R. T. Stull criou um gr\u00e1fico na tentativa de criar uma forma de visualizar graficamente o comportamento dos esmaltes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 varia\u00e7\u00f5es de alumina e s\u00edlica.<\/p>\n<p>Para fazer o gr\u00e1fico, a quantidade de fundentes foi fixada em 0,3 moles de s\u00f3dio e 0,7 moles de c\u00e1lcio (R2O:RO de 0,3:0,7). Todos os testes foram queimados no cone 11.<\/p>\n<div class=\"wp-block-spacer\" style=\"height: 40px;\" aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/div>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" width=\"841\" height=\"704\" class=\"wp-image-5021\" src=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stull.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stull-300x251.png 300w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stull-500x419.png 500w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stull-750x628.png 750w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stull-768x643.png 768w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stull-785x657.png 785w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stull.png 841w\" sizes=\"(max-width: 841px) 100vw, 841px\" \/><\/figure>\n<div class=\"wp-block-spacer\" style=\"height: 40px;\" aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/div>\n<p>Para a linha de esmaltes principais, Stull delimitou por retas que passam pelos pontos I, P, R e L. Para o limites entre os tipos de esmaltes, ele criou as seguintes retas:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>M &#8211; J &#8211; n\u00e3o fundidos &#8211; foscos<\/li>\n<li>N &#8211; U &#8211; foscos &#8211; semi-foscos<\/li>\n<li>N &#8211; K &#8211; semi-foscos &#8211; brilhantes<\/li>\n<li>Q &#8211; T &#8211; brilhantes<\/li>\n<li>O &#8211; S- brilhantes &#8211; n\u00e3o envidra\u00e7ados (sub queimados)<\/li>\n<\/ul>\n<p>A \u00e1rea hachurada est\u00e3o os esmaltes que apresentaram craquelamento.\u00a0<\/p>\n<p>Podemos ver que, mantendo os fundentes constantes, a qualidade do esmalte de ser brilhante, fosco, craquelado ou sub queimado \u00e9 determinada pelo n\u00edvel de s\u00edlica e alum\u00ednio e suas propor\u00e7\u00f5es. Stull previu que os esmaltes ser\u00e3o foscos se a propor\u00e7\u00e3o de de s\u00edlica para alumina for 5:1 ou menor. Aumentando essa rela\u00e7\u00e3o, o esmalte torna-se brilhante.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m viu que os esmaltes ser\u00e3o sub queimados com a rela\u00e7\u00e3o de s\u00edlica para alumina acima de 12:1.<\/p>\n<p>Ele previu tamb\u00e9m pe\u00e7as craqueladas, mostrado pela \u00e1rea hachurada. Essa \u00e1rea apresenta n\u00edveis baixos tanto de alumina quanto de s\u00edlica.<\/p>\n<p>Esse gr\u00e1fico \u00e9 muito preciso em rela\u00e7\u00e3o aos resultados e usado at\u00e9 hoje, inclusive em outras temperaturas de queima. McLeod fez um trabalho reproduzindo esse experimento em queimas no cone 6. Para isso, adicionou 0,15 moles de Boro para poder compensar a diminui\u00e7\u00e3o de temperatura e os resultados foram quase id\u00eanticos.<\/p>\n<p>Em sites como Glazy.org, todos os esmaltes de sua base de dados s\u00e3o inseridos no gr\u00e1fico de Stull.\u00a0<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n<p>A intera\u00e7\u00e3o entre os elementos do esmalte durante a queima \u00e9 intrincado e misterioso para muitos. Muitas das mudan\u00e7as que ocorrem durante a queima n\u00e3o est\u00e3o sob o controle do ceramista. Nosso maior desafio \u00e9 tentar dominar os materiais da terra, incluindo o casamento entre a argila e o esmalte, que \u00e9 o nosso produto final. \u00c9 claro que o nosso trabalho tem certas doses de incertezas mas armados com o entendimento dos princ\u00edpios que transformam os elementos em esmaltes, podemos evoluir nessa arte mais rapidamente.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fontes:<\/h2>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>McLeod, Sue. Understanding cone 6 Nceca presentation. 2018.\u00a0<\/li>\n<li>Site Glazy.org. http:\/\/help.glazy.org\/concepts\/limits\/#glaze-limit-formulas<\/li>\n<li>Katz, Matt. Boron in Glazes. Ceramic Network. https:\/\/ceramicartsnetwork.org\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/TF_BoroninGlazes_0912.pdf<\/li>\n<li>Hesselberth, John. Roy, Ron. Mastering Cone 6 Glazes. Ed. iBook.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":5099,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5,212,213],"tags":[232,228,230,231,44,211,103,226,224,229],"class_list":["post-5013","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esmalte","category-quimica","category-teoria","tag-ajuste","tag-alumina","tag-craquelado","tag-defeito","tag-esmalte","tag-quimica","tag-seger","tag-silica","tag-stull","tag-toxidez"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5013","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5013"}],"version-history":[{"count":16,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5013\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16088,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5013\/revisions\/16088"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5099"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5013"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5013"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5013"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}