{"id":4880,"date":"2018-08-04T20:34:50","date_gmt":"2018-08-04T23:34:50","guid":{"rendered":"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/?p=4880"},"modified":"2023-09-27T11:23:24","modified_gmt":"2023-09-27T14:23:24","slug":"teoria-dos-esmaltes-ceram","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/teoria-dos-esmaltes-ceram\/","title":{"rendered":"Teoria dos Esmaltes Cer\u00e2micos &#8211; Parte I"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><h2 class=\"wp-block-heading\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Ol\u00e1 pessoal! Estive um pouco sumido do blog mas agora eu gostaria de apresentar um assunto muito importante para n\u00f3s ceramistas: o esmalte cer\u00e2mico.<\/p>\n<p>\u00c9 um tema um tanto t\u00e9cnico e extenso ent\u00e3o vou dividir esse assunto em v\u00e1rios posts para n\u00e3o ficar muito cansativo. Quanto \u00e0 quest\u00e3o t\u00e9cnica, vou manter o texto bem f\u00e1cil de ser entendido para qualquer leitor que tenha uma no\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de qu\u00edmica.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Defini\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p style=\"text-align: left;\">Esmalte \u00e9 uma camada v\u00edtrea que aderida \u00e0 argila por meio de queima, impede que a pe\u00e7a como todo se suje, al\u00e9m de dar beleza.<\/p>\n<p>Hoje em dia, definimos que um esmalte cumpre sua fun\u00e7\u00e3o quando os seus tr\u00eas componentes principais: <strong>formador de vidro<\/strong>, <strong>fundente<\/strong> e <strong>estabilizador<\/strong> trabalham em conjunto para criar uma camada atraente, de acordo com o prop\u00f3sito de seu criador.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Composi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O principal componente do esmalte \u00e9 o formador de vidro, sendo que os outros (fundente e estabilizador) funcionam como coadjuvantes. Isso porque o formador de vidro \u00e9 composto principalmente pela s\u00edlica (\u00f3xido de sil\u00edcio). Esse elemento, pelo seu ponto de fus\u00e3o ser muito alto (1.710\u00ba C), requer uma queima muito alta e dispendiosa. Ent\u00e3o, descobriu-se que adicionando os fundentes, o derretimento \u00e9 realizado a uma temperatura substancialmente mais baixa.<\/p>\n<p>O problema dessa mistura de formador de vidro e fundente \u00e9 que o esmalte escorre muito facilmente durante a queima. Ainda mais que a maioria das pe\u00e7as cer\u00e2micas t\u00eam paredes verticais e a tend\u00eancia do esmalte escorrer por gravidade \u00e9 maior. Ent\u00e3o, entra em cena o estabilizador: ele tem a fun\u00e7\u00e3o de frear o escorrimento do esmalte, aumentando sua viscosidade.<\/p>\n<p>John Britt usa uma analogia com o carro para descrever esses tr\u00eas elementos. O formador de vidro seria o carro em si, seu elemento principal. O fundente seria o acelerador e o estabilizador, o freio. J\u00e1 os chineses faziam uma analogia dos componentes do esmalte com os ossos, a carne e o sangue do nosso corpo. O conte\u00fado de s\u00edlica (formador de vidro) age como uma estrutura, nossos ossos. J\u00e1 o estabilizador \u00e9 a carne, que confere o corpo ao esmalte e os fundentes fazem derreter, assemelhando-se ao sangue.<\/p>\n<div class=\"wp-block-spacer\" style=\"height: 60px;\" aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/div>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" width=\"280\" height=\"355\" class=\"wp-image-4894\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/carro-esmalte-e1533441060808.jpg?fit=280%2C355&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-spacer\" style=\"height: 60px;\" aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/div>\n<p><em>\u00c9 important\u00edssimo lembrar da composi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica explicada acima e a fun\u00e7\u00e3o de cada componente pois tudo o que se seguir\u00e1 no estudo dos esmaltes baseia-se nisso.<\/em>\u00a0Talvez seja \u00fatil guardar mentalmente uma analogia que lhe for mais f\u00e1cil de assimilar\u00a0 para que esse conceito fique bem gravado.<\/p>\n<p>Quanto aos elementos qu\u00edmicos mais comuns usados nos componentes, temos:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>formadores de vidro: a s\u00edlica, o boro e o pent\u00f3xido de f\u00f3sforo;<\/li>\n<li>fundentes: elementos alcalinos met\u00e1licos (\u00f3xido de l\u00edtio, \u00f3xido de s\u00f3dio, \u00f3xido de pot\u00e1ssio), alcalinos terrosos (\u00f3xido de magn\u00e9sio, \u00f3xido de c\u00e1lcio, \u00f3xido de b\u00e1rio) e \u00f3xidos met\u00e1licos, que reagem com a s\u00edlica na queima e formam silicatos, como o \u00f3xido de zinco, \u00f3xido de chumbo, \u00f3xido de boro;<\/li>\n<li>estabilizadores: alumina (\u00f3xido de alum\u00ednio).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Vou explicar mais sobre os elementos qu\u00edmicos usados nos esmaltes no pr\u00f3ximo post. Por hora, vamos pular esse assunto e falar da&#8230;<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Origem dos Esmaltes<\/h2>\n<p>Alguns autores afirmam que os primeiros esmaltes datam desde antes de 12.000 anos a.C., e s\u00e3o encontrados nas mi\u00e7angas esmaltadas feitas no Egito antigo. Os eg\u00edpcios descobriram que misturando areia ou arenito com sal acontecia uma fus\u00e3o dos elementos quando levados ao fogo. Essa t\u00e9cnica ficou conhecida como pasta eg\u00edpcia (ou faian\u00e7a eg\u00edpcia). Por volta de 3.000 a.C., os eg\u00edpcios estavam usando esmaltes extensamente\u00a0em seus trabalhos. Esses eram esmaltes de cobre alcalinos e eram usados com profici\u00eancia como coberturas decorativas. Mais tarde, no sudoeste asi\u00e1tico, os esmaltes foram usados para dar for\u00e7a extra e maior durabilidade aos tijolos, ladrilhos que cobriam paredes e potes. Por volta de 1.500 a.C., os esmaltes j\u00e1 eram usados como camadas \u00e0 prova d&#8217;\u00e1gua, pr\u00e1ticas e higi\u00eanicas.<\/p>\n<div class=\"wp-block-spacer\" style=\"height: 60px;\" aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/div>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" width=\"785\" height=\"1176\" class=\"wp-image-4888\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/hb_48.160.1-e1533440538962.jpg?fit=785%2C1176&amp;ssl=1\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/hb_48.160.1-e1533440538962-200x300.jpg 200w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/hb_48.160.1-e1533440538962-500x749.jpg 500w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/hb_48.160.1-e1533440538962-684x1024.jpg 684w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/hb_48.160.1-e1533440538962-768x1151.jpg 768w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/hb_48.160.1-e1533440538962.jpg 785w\" sizes=\"(max-width: 785px) 100vw, 785px\" \/><figcaption>Cer\u00e2micas da Parede dos Quartos Funer\u00e1rios do Rei Djoser,\u00a0Egito, 2630\u20132611 a.C., Museu Metropolitan de Nova Iorque<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-spacer\" style=\"height: 60px;\" aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/div>\n<p>O conhecimento de que os sais sol\u00faveis se cristalizam sobre a superf\u00edcie durante a secagem de suas pe\u00e7as, contribuindo para a forma\u00e7\u00e3o do esmalte foi usado para desenvolver esmaltes como engobes (argilas l\u00edquidas). Os esmaltes de chumbo foram usados para evitar dificuldades que surgiram com o uso dos sais sol\u00faveis e no s\u00e9culo XVIII, a solubilidade dos fundentes alcalinos foi superada com sucesso pelo uso de fritas.<\/p>\n<p>As fritas cer\u00e2micas s\u00e3o um material b\u00e1sico usado na produ\u00e7\u00e3o de esmaltes cer\u00e2micos em queimas de baixas temperaturas. S\u00e3o produzidas a partir de uma mistura de mat\u00e9rias primas diversas que, quando queimadas, passam por diversas altera\u00e7\u00f5es f\u00edsico-qu\u00edmicas.<\/p>\n<p>Os esmaltes a base de chumbo tamb\u00e9m foram usados na China desde pelo menos os anos 200 a.C. O seu desenvolvimento seguiu paralelamente aos esmaltes bem mais conhecidos de porcelanas e outras argilas de alta-queima. Os esmaltes de alta-queima surgiram ao observar que as cinzas vindas da queima \u00e0 lenha funcionavam como fundentes na superf\u00edcie da cer\u00e2mica. Passou-se, assim, a utilizar esmaltes de argilas de alta-queima compostos de cinzas de \u00e1rvores, argila e feldspatos. Com a melhoria na constru\u00e7\u00e3o dos fornos, temperaturas mais altas foram sendo alcan\u00e7adas e refinados exemplares eram produzidos j\u00e1 pelo s\u00e9culo X.<\/p>\n<div class=\"wp-block-spacer\" style=\"height: 60px;\" aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/div>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" width=\"785\" height=\"1178\" class=\"wp-image-4914\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Polychrome_glazed_pottery_statue_of_heavenly_guardian-e1533440354534.jpg?fit=785%2C1178&amp;ssl=1\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Polychrome_glazed_pottery_statue_of_heavenly_guardian-e1533440354534-200x300.jpg 200w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Polychrome_glazed_pottery_statue_of_heavenly_guardian-e1533440354534-500x750.jpg 500w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Polychrome_glazed_pottery_statue_of_heavenly_guardian-e1533440354534-682x1024.jpg 682w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Polychrome_glazed_pottery_statue_of_heavenly_guardian-e1533440354534-768x1152.jpg 768w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Polychrome_glazed_pottery_statue_of_heavenly_guardian-e1533440354534.jpg 785w\" sizes=\"(max-width: 785px) 100vw, 785px\" \/><figcaption>Esmalte a base de chumbo, China, Dinastia Tang.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-spacer\" style=\"height: 60px;\" aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/div>\n<p>Na Europa, os esmaltes a base de chumbo se desenvolveram separadamente dos esmaltes de argilas de alta-queima, que eram os esmaltes de sal. A t\u00e9cnica de esmaltes de sal envolvia a aplica\u00e7\u00e3o de sal comum em altas temperaturas no interior do forno. O \u00f3xido de chumbo foi usado do s\u00e9culo XII ao s\u00e9culo XVII e era aplicado como mineral mo\u00eddo sobre a pe\u00e7a ainda molhada ou sobre o engobe \u00famido. O m\u00e9todo de misturar as mat\u00e9rias primas dos esmaltes em \u00e1gua e aplic\u00e1-lo na cer\u00e2mica n\u00e3o se tornou pr\u00e1tica comum na Inglaterra, por exemplo, antes do s\u00e9culo XVIII. Acontece que essa pr\u00e1tica espalhou-se vagarosamente pela Europa a partir do pa\u00edses isl\u00e2micos.<\/p>\n<div class=\"wp-block-spacer\" style=\"height: 60px;\" aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/div>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" width=\"785\" height=\"1088\" class=\"wp-image-4913\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/The_Art_of_German_Stoneware_Philadelphia_2012_010-e1533440443133.jpeg?fit=785%2C1088&amp;ssl=1\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/The_Art_of_German_Stoneware_Philadelphia_2012_010-e1533440443133-216x300.jpeg 216w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/The_Art_of_German_Stoneware_Philadelphia_2012_010-e1533440443133-500x693.jpeg 500w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/The_Art_of_German_Stoneware_Philadelphia_2012_010-e1533440443133-739x1024.jpeg 739w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/The_Art_of_German_Stoneware_Philadelphia_2012_010-e1533440443133-768x1064.jpeg 768w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/The_Art_of_German_Stoneware_Philadelphia_2012_010-e1533440443133.jpeg 785w\" sizes=\"(max-width: 785px) 100vw, 785px\" \/><figcaption>Esmalte de Sal. Alemanha, cerca de 1600.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-spacer\" style=\"height: 60px;\" aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/div>\n<p>Hoje em dia, os ceramistas t\u00eam ao dispor uma infinidade de tipos de esmaltes que atendem uma ampla gama de tipos de argilas e temperaturas de queimas gra\u00e7as \u00e0s extensas pesquisas feitas pelos nossos antepassados, aliado ao conhecimento cient\u00edfico que permitiu entendermos mais sobre o seu funcionamento.<\/p>\n<p>Semana que vem vou escrever mais sobre a qu\u00edmica dos esmaltes.<\/p>\n<p>At\u00e9 l\u00e1!<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fontes:<\/h2>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Fernandes, T\u00e1cito. Teoria de pr\u00e1tica de esmaltes. <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/notes\/t%C3%A1cito-fernandes\/teoria-de-pr%C3%A1tica-de-esmaltes\/2247493835871\/\">https:\/\/www.facebook.com\/notes\/t%C3%A1cito-fernandes\/teoria-de-pr%C3%A1tica-de-esmaltes\/2247493835871\/<\/a><\/li>\n<li>Britt, John.The Complete Guide to Mid-Range Glazes. Ed. Lark, NY.<\/li>\n<li>Goring, Holly. Low-fire Glazes and Special Projects. Ceramic Arts Handbook Series.<\/li>\n<li>Hamer, Frank e Janet. The Potter&#8217;s Dictionary: of Materials and Techniques. Sexta edi\u00e7\u00e3o. Ed. Bloomsbury.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":4915,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5,212,213],"tags":[44,211,210],"class_list":["post-4880","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esmalte","category-quimica","category-teoria","tag-esmalte","tag-quimica","tag-teoria"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4880","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4880"}],"version-history":[{"count":31,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4880\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16093,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4880\/revisions\/16093"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4915"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4880"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4880"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4880"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}