{"id":4295,"date":"2018-07-28T23:24:04","date_gmt":"2018-07-29T02:24:04","guid":{"rendered":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/?p=4295"},"modified":"2023-09-27T11:17:53","modified_gmt":"2023-09-27T14:17:53","slug":"as-ceramicas-indigenas-brasileiras-parte-ii","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/as-ceramicas-indigenas-brasileiras-parte-ii\/","title":{"rendered":"As Cer\u00e2micas Ind\u00edgenas Brasileiras &#8211; Parte II"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p>Ol\u00e1!<\/p>\n<p>Essa semana estou dando continua\u00e7\u00e3o ao tema descrevendo o uso da cer\u00e2mica nas cerim\u00f4nias ind\u00edgenas. Como base, estou usando o excelente livro &#8220;Suma Etnol\u00f3gica Brasileira &#8211; Vol. 2&#8221;. Recomendo muito a leitura, pois \u00e9 uma \u00f3tima refer\u00eancia para o assunto.<\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Embora o tema desse post sejam as cer\u00e2micas destinadas ao mundo cerimonial, mesmo nas cer\u00e2micas utilit\u00e1rias dos povos ind\u00edgenas est\u00e3o presentes desenhos zoomorfos, padr\u00f5es geom\u00e9tricos, etc. que possuem mais do que um significado meramente formal. Em rela\u00e7\u00e3o ao uso, como escreve Gordon R. Willey, existe uma superposi\u00e7\u00e3o das cer\u00e2micas utilit\u00e1rias e cerimoniais. Pe\u00e7as desgastadas pelo uso di\u00e1rio est\u00e3o presentes no interior de urnas funer\u00e1rias com o papel de servir oferendas aos mortos.<\/p>\n<p>Apesar, de uma maneira geral, o acabamento das cer\u00e2micas rituais s\u00e3o mais elaborados, existem pe\u00e7as muito bem elaboradas usadas no mundo cotidiano.<\/p>\n<p>Procurei destacar algumas pe\u00e7as de interesse de alguns povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p><strong>O povo Tuk\u00e2no e o recipiente de <em>yaj\u00e9<\/em>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Entre o povo Tuk\u00e2no, do norte amaz\u00f4nico, existe uma cerim\u00f4nia onde se bebe um cip\u00f3 alucin\u00f3geno chamado <em>yaj\u00e9<\/em>. A cer\u00e2mica que guarda e serve os \u00edndios o extrato desse cip\u00f3 difere de todas as outras produzidas por este povo e s\u00e3o raros os relatos sobre ela. Segundo o pesquisador Gerardo Reichel-Dolmatoff, no livro &#8220;Os Alucin\u00f3genos e o Mundo Simb\u00f3lico&#8221;:<\/p>\n<blockquote>\n<p>Esta vasilha \u00e9 um objeto ritual de import\u00e2ncia e consiste de um recipiente de cer\u00e2mica de uns 25 cm de altura, de corpo globular, provido de uma base cil\u00edndrica alta e de duas pequenas asas na borda do orif\u00edcio. Essas al\u00e7as s\u00e3o perfuradas e, passando por elas uma corda, a vasilha pode ser transportada ou pendurada. A panela de yaj\u00e9 (<em>gahp\u00ed sor\u00f3<\/em>) deve ser manufaturada por uma mulher anci\u00e3 que, para alisar e polir as superf\u00edcies, interna e externa, deve utilizar uma pedra especial muito dura, lisa e de uma cor amarela. Essa pedra \u00e9 interpretada pelos Tuk\u00e2no como um &#8216;falo que vai modelando&#8217; a vasilha, que \u00e9 um recept\u00e1culo uterino. (&#8230;) Exteriormente a vasilha leva, sobre um fundo escuro natural, uma s\u00e9rie de pinturas policr\u00f4micas em branco, amarelo e vermelho; as duas primeiras cores representam o princ\u00edpio da fertiliza\u00e7\u00e3o e, a \u00faltima, a fecundidade. Sobre a base cil\u00edndrica, pinta-se \u00e0s vezes um vagina e o cl\u00edtoris, representando assim a &#8216;porta&#8217;. Quando a vasilha de yaj\u00e9 n\u00e3o est\u00e1 em uso, \u00e9 guardada suspensa por uma vara fora da casa, sob o teto saliente; por\u00e9m, quando se prepara o yaj\u00e9, a vasilha \u00e9 limpa do p\u00f3 e, eventualmente a pintura \u00e9 retocada. Antes de ser usada, a vasilha deve ser purificada com o fumo de tabaco; da mesma forma, \u00e9 purificada a vareta com a qual se mexer\u00e1 a bebida antes de consumi-la. Quando est\u00e1 cheia de l\u00edquido, o homem transporta-a para o interior da casa e coloca-a em num lugar escuro<\/p>\n<\/blockquote>\n<div id=\"attachment_12926\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12926\" class=\"wp-image-12926 size-medium\" src=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/img_16261-84b9a3d655cffa41de15777365439294-640-0-200x300.jpg\" alt=\"Vaso cerimonial para o consumo do Yag\u00e9 dos mar\u00fabos que s\u00e3o um grupo ind\u00edgena da fam\u00edlia pano que habita o Sudoeste do estado brasileiro do Amazonas, mais precisamente a \u00c1rea Ind\u00edgena Vale do Javari.https:\/\/www.artesanatodajaci.com.br\/\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/img_16261-84b9a3d655cffa41de15777365439294-640-0-200x300.jpg 200w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/img_16261-84b9a3d655cffa41de15777365439294-640-0-500x750.jpg 500w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/img_16261-84b9a3d655cffa41de15777365439294-640-0.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><p id=\"caption-attachment-12926\" class=\"wp-caption-text\">Vaso cerimonial para o consumo do Yag\u00e9 dos mar\u00fabos que s\u00e3o um grupo ind\u00edgena da fam\u00edlia pano que habita o Sudoeste do estado brasileiro do Amazonas, mais precisamente a \u00c1rea Ind\u00edgena Vale do Javari. Fonte: https:\/\/www.artesanatodajaci.com.br\/<\/p><\/div>\n<blockquote>\n<p>Segundo os Tukano, o objetivo \u00e9 regressar ao \u00fatero (&#8230;) onde a pessoa &#8216;v\u00ea&#8217; agora as divindades tribais, a cria\u00e7\u00e3o do Universo e da Humanidade, o primeiro casal; a cria\u00e7\u00e3o dos animais (&#8230;) Durante o ritual, a pessoa entra pela &#8216;porta&#8217; da vagina, pintada na base da vasilha e, no interior do recipiente, une-se com o mundo m\u00edtico da Cria\u00e7\u00e3o.(&#8230;) Esse retorno ao \u00fatero \u00e9 tamb\u00e9m uma acelera\u00e7\u00e3o do tempo e equivale \u00e0 morte. Segundo as palavras dos \u00edndios, a pessoa &#8216;morre&#8217; mas logo revive em um estado de sabedoria, porque ao despertar do transe, o indiv\u00edduo v\u00ea confirmada a verdade de seu sistema religioso, pois viu com seus pr\u00f3prios olhos as personifica\u00e7\u00f5es e cenas m\u00edticas<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ainda, as alucina\u00e7\u00f5es os Tukano servem de inspira\u00e7\u00e3o para os seus desenhos geom\u00e9tricos, elementos zoomorfos e antropomorfos que ir\u00e3o decorar v\u00e1rios tipos de meios, inclusive suas cer\u00e2micas.<\/p>\n<p><strong>O povo Waur\u00e1 e o <em>nukaatsen<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Os povos Waur\u00e1, do alto Xing\u00fa, s\u00e3o grandes ceramistas ao ponto das mulheres desse grupo terem sido alvos frequentes de raptos pelas tribos inimigas vizinhas.<\/p>\n<p>Dentre sua cole\u00e7\u00e3o de panelas, vasos e potes, a pe\u00e7a cerimonial chamada <em>nukaatsen<\/em> serve para ferver a \u00e1gua usada no rito de perfura\u00e7\u00e3o de orelhas dos meninos.<\/p>\n<div id=\"attachment_12925\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12925\" class=\"size-medium wp-image-12925\" src=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/f5009b74ce71828d5a49c0e4eed905c4-300x285.jpg\" alt=\"nukaatsen dos \u00edndios Waur\u00e1. Fonte: http:\/\/www.iande.art.br\/\" width=\"300\" height=\"285\" srcset=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/f5009b74ce71828d5a49c0e4eed905c4-300x285.jpg 300w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/f5009b74ce71828d5a49c0e4eed905c4.jpg 312w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-12925\" class=\"wp-caption-text\">nukaatsen dos \u00edndios Waur\u00e1. Fonte: http:\/\/www.iande.art.br\/<\/p><\/div>\n<p>A decora\u00e7\u00e3o externa recebe uma pintura em vermelho feita com os dedos ou chuma\u00e7o de algod\u00e3o. Esse pigmento est\u00e1 descrito na parte 1 deste post e \u00e9 feito com a adi\u00e7\u00e3o de urucum em uma bola de barro, que \u00e9 cozida ao fogo. Uma vez queimada a bola \u00e9 raspada e seu p\u00f3 misturado com \u00e1gua e pintado antes da queima. Ap\u00f3s a queima, a mesma \u00e1rea recebe uma nova dem\u00e3o de urucu com \u00f3leo de pequi, para real\u00e7ar a cor.<\/p>\n<p>Para os desenhos de raios, tra\u00e7os e losangos \u00e9 empregada uma tinta escura, resultado da macera\u00e7\u00e3o de um arbusto possivelmente do g\u00eanero <em>Eugenia.<\/em> Esse pigmento tamb\u00e9m recobre o interior da pe\u00e7a, que tamb\u00e9m recebe uma queima com palhas e cascas de \u00e1rvores, que emitem muita fuma\u00e7a. Esse processo \u00e9 repetido v\u00e1rias vezes e a fuligem depositada no interior da pe\u00e7a nessa etapa forma um revestimento muito resistente.<\/p>\n<p><strong>O povo Karaj\u00e1 e suas bonecas <em>litxoc\u00f4<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Os Karaj\u00e1s tamb\u00e9m s\u00e3o ex\u00edmios ceramistas e entre a sua produ\u00e7\u00e3o est\u00e3o as bonecas, chamadas por eles por <em>litxok\u00f4.<\/em>\u00a0Apesar de n\u00e3o servirem em rituais religiosos, essas bonecas tem um papel de narrar aos jovens os mitos e estrutura social dos povos Karaj\u00e1s, ultrapassando a fun\u00e7\u00e3o meramente l\u00fadica para as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Em janeiro de 2017, foi aprovado pelo IPHAN o registro das bonecas Karaj\u00e1 como Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial do Brasil, nas categorias of\u00edcio e modos de fazer e formas de express\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo a p\u00e1gina do museu antropol\u00f3gico de Goi\u00e1s:<\/p>\n<blockquote>\n<p>Atrav\u00e9s das bonecas de cer\u00e2mica, as mulheres Karaj\u00e1 representam o mundo material e simb\u00f3lico do povo Iny*, por meio da arte de modelagem da argila e da decora\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"background-color: #ffffff; color: #3d596d;\">* &#8211; Iny quer dizer &#8220;n\u00f3s&#8221; na l\u00edngua Karaj\u00e1<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_12924\" style=\"width: 255px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12924\" class=\"size-medium wp-image-12924\" src=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Acervo-Iphan_Telma_Camargo-245x300.jpg\" alt=\"\" width=\"245\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Acervo-Iphan_Telma_Camargo-245x300.jpg 245w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Acervo-Iphan_Telma_Camargo.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 245px) 100vw, 245px\" \/><p id=\"caption-attachment-12924\" class=\"wp-caption-text\">Boneca Karaj\u00e1. Foto: Acervo Iphan\/ Telma Camargo<\/p><\/div>\n<p>Existem dois padr\u00f5es estil\u00edsticos das bonecas. O primeiro, anterior \u00e0 1940, apresentam figuras separadas, de pequeno tamanho e em postura ereta e extremamente r\u00edgidas. O umbigo recebe um orif\u00edcio assim com como a boca mas por vezes esse \u00faltimo recebe apenas uma incis\u00e3o. Al\u00e9m das pinturas corporais, os cabelos, tingidos de negro, sugerem o sexo dos bonecos. Apesar de todas as outras cer\u00e2micas Karaj\u00e1 receberem queima, as bonecas dessa \u00e9poca s\u00e3o de barro cru. Esse fato, assinala a autora T\u00e2nia Andrade Lima, certamente \u00e9 intencional mas suas raz\u00f5es s\u00e3o desconhecidas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essa fase e talvez presen\u00e7a mais marcante da cultura ocidental europ\u00e9ia, os \u00edndios Karaj\u00e1 passaram a moldar os seus bonecos \u00e0s vezes sentados, em conjunto e em reprodu\u00e7\u00f5es de cenas do cotidiano. As figuras apresentaram membros mais diferenciados e passaram a receber a queima.<\/p>\n<p>\u00c9 isso pessoal, espero que tenham gostado e espero voc\u00eas no pr\u00f3ximo post!<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><em>R. Willey, Gordon e Andrade Lima, T\u00e2nia<\/em>\u00a0in Suma Etnol\u00f3gica Brasileira 2 \u2013 Tecnologia Ind\u00edgena. Coord. Berta G. Ribeiro. Ed. Vozes.<\/li>\n<li>Universidade de Goi\u00e1s, Bonecas Karaj\u00e1 : Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial do Brasil.<br \/>\nhttps:\/\/www.cienciassociais.ufg.br\/n\/19655-bonecas-karaja-patrimonio-cultural-imaterial-do-brasil<\/li>\n<li>Enciclop\u00e9dia dos Povos Ind\u00edgenas no Brasil &#8211; Instituto Socioambiental, Iny Karaj\u00e1. https:\/\/pib.socioambiental.org\/pt\/povo\/iny-karaja\/print<\/li>\n<li>UFG &#8211; Museu Antropol\u00f3gico, Bonecas Karaj\u00e1. https:\/\/www.museu.ufg.br\/p\/1322-bonecas-karaja<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"wordads-preview-parent\" class=\"wpcnt\">As Cer\u00e2micas Ind\u00edgenas Brasileiras &#8211; Parte II<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":4600,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,4,6],"tags":[12,18,134,23,67,14],"class_list":["post-4295","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-curiosidade","category-historia","tag-antropologia","tag-brasil","tag-brasileira","tag-ceramica","tag-indigena","tag-indios"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4295","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4295"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4295\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16089,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4295\/revisions\/16089"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4600"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4295"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4295"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4295"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}