{"id":2575,"date":"2016-08-16T08:40:30","date_gmt":"2016-08-16T11:40:30","guid":{"rendered":"https:\/\/gustavoassisceramica.wordpress.com\/?p=2575"},"modified":"2023-09-27T20:42:43","modified_gmt":"2023-09-27T23:42:43","slug":"kohiki","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/kohiki\/","title":{"rendered":"As origens simples das Cer\u00e2micas Kohiki"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p class=\"p1\"><strong>O que \u00e9 <em>Kohiki<\/em>?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> A t\u00e9cnica conhecida como <i>Kohiki<\/i> teve seu in\u00edcio entre o s\u00e9c. XV e XVI. Eram originariamente queimadas na pen\u00ednsula coreana e v\u00eam da fam\u00edlia de cer\u00e2micas de apar\u00eancia geral branca. Na \u00e9poca, governava a dinastia Joseon (de 1392 at\u00e9 1910) e os grupos de pe\u00e7as que tinham como decora\u00e7\u00e3o principal o engobe branco eram conhecidas genericamente como <i>Funseisaki<\/i> (pron\u00fancia<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>japonesa), Buncheong Sagi ou Punch&#8217;ong Sagi, em coreano.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\">O Kohiki foi uma das t\u00e9cnicas usadas pelos coreanos para decorar suas pe\u00e7as destinadas ao mercado local que atraiu\u00a0o interesse da elite de apreciadores da cerim\u00f4nia do ch\u00e1 no Jap\u00e3o. Atrav\u00e9s dos mercadores coreanos radicados em Osaka e depois com a invas\u00e3o da pen\u00ednsula coreana pelo ex\u00e9rcito japon\u00eas no final do s\u00e9c. XVI, o que era uma cer\u00e2mica considerada como de 2\u00aa categoria pelo coreanos foi elevada ao mais alto grau est\u00e9tico pelos japoneses. Na verdade, o Kohiki surgiu na Coreia para saciar o desejo dos menos abastados por cer\u00e2micas de apar\u00eancia branca j\u00e1 que era proibido o uso de porcelanas pela popula\u00e7\u00e3o comum. No final da invas\u00e3o, quando o ex\u00e9rcito japon\u00eas estava se retirando da pen\u00ednsula coreana, v\u00e1rios ceramistas coreanos foram trazidos com eles e estes ajudaram a impulsionar o desenvolvimento da cer\u00e2mica no arquip\u00e9lago japon\u00eas. Se os ceramistas coreanos foram raptados ou voluntariamente quiseram ir ao Jap\u00e3o ainda \u00e9 um assunto controverso. Existem relatos que apontam para as duas possibilidades: pelo menos um ceramista coreano tentou retornar \u00e0 sua terra natal e outro tornou-se um\u00a0samurai, tamanho o prest\u00edgio que teve\u00a0na \u00e9poca no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> Al\u00e9m da representativa <i>Kohiki,<\/i> dentre as pe\u00e7as <i>Funseisaki<\/i> podemos mencionar tamb\u00e9m o celadon, que \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o de esmalte celadon sobre a ornamenta\u00e7\u00e3o em argila branca; o <i>Sogan Funsei<\/i>, que era a inser\u00e7\u00e3o de engobe de cor diferente na parte que era raspada da decora\u00e7\u00e3o branca; ou <i>Mishima-de<\/i>, que \u00e9 a remo\u00e7\u00e3o da parte branca na ornamenta\u00e7\u00e3o de argila branca.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> O corpo de argila era variado mas o exemplo de pintar de engobe branco as argilas escuras, com alto teor de ferro, para a pe\u00e7a tivesse uma apar\u00eancia mais branca era o caso mais comum. O tipo de <i>Funseisaki<\/i> chamado <i>Kohiki<\/i>, na \u00e9poca, na pen\u00ednsula coreana, foi gradualmente deixado de ser produzido mas, hoje em dia, numerosas pe\u00e7as de <i>Kohiki<\/i> v\u00eam sendo produzidas, principalmente na Coreia e Jap\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Como Fazer<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Simplificando o processo, um mistura bem l\u00edquida de engobe branco \u00e9 preparado e a pe\u00e7a ainda crua (no ponto de couro) \u00e9 mergulhada sobre ela. Um ingrediente comum a esta mistura \u00e9 o caulim. Entretanto, recomenda-se o uso de aditivos como a s\u00edlica, que combate o encolhimento excessivo da camada de engobe\u00a0e o feldspato, que age como um fundente, ajudando a ader\u00eancia do engobe ao corpo da argila. As propor\u00e7\u00f5es sugeridas s\u00e3o 70% de caulim, 20% de s\u00edlica e 10% de feldspato. Antes da adi\u00e7\u00e3o dos aditivos, a argila branca (ou qualquer outro ingrediente pl\u00e1stico) \u00e9 dissolvido separadamente. Depois de adicionados os outros ingredientes a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 peneirada em malha 100. Para facilitar a ader\u00eancia do engobe e tamb\u00e9m evitar a decanta\u00e7\u00e3o dos ingredientes na solu\u00e7\u00e3o, usa-se tradicionalmente um pouco de xarope de algas do tipo <em>funori<\/em>, que \u00e9 adicionado \u00e0 mistura (na falta deste, usa-se a metil-celulose). A aplica\u00e7\u00e3o do engobe segue a mesma maneira que a aplica\u00e7\u00e3o do esmalte, podendo ser por submers\u00e3o, com a ajuda de um pincel, com a ajuda de uma caneca, etc.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong><span class=\"s1\">As caracter\u00edsticas do Kohiki<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> \u00c9 usado, basicamente, em pe\u00e7as de argila com\u00a0alto teor de ferro. Por cima delas, \u00e9 aplicado o engobe de cor branca. O k<i>ohiki<\/i>, de modo geral, tem a aplica\u00e7\u00e3o do engobe branco por toda a pe\u00e7a (inclusive a base, ou <em>k<\/em><\/span><em>\u014d<\/em><span class=\"s1\"><em>dai<\/em>). <\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2615\" style=\"width: 235px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2615\" class=\"wp-image-2615 size-medium\" src=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/dp244312-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/dp244312-225x300.jpg 225w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/dp244312.jpg 468w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><p id=\"caption-attachment-2615\" class=\"wp-caption-text\">Tsujimura Shir\u014d (japon\u00eas, nasc. 1947). Data 2000. Estilo Kohiki. Altura 22.6 cm. Metropolitan Museum, Nova Iorque.<\/p><\/div>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> Depois da ornamenta\u00e7\u00e3o do engobe branco sobre o corpo de argila escuro, o esmalte transparente \u00e9 aplicado e feita a queima final. Podemos perceber a argila escura, com alto teor de ferro, vindo \u00e0 tona, por baixo do engobe. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> As min\u00fasculas fendas dos craquelamentos, as bolhas de ar na superf\u00edcie (<i>Buku<\/i>), as erup\u00e7\u00f5es de vindas de pequenas rochas (<i>Ishihaze<\/i>) e os matizes resultantes da mistura entre o engobe branco e o corpo de argila negro, rico em ferro, s\u00e3o todos aspectos apreciados no que \u00e9 chamado da \u201cpaisagem&#8221; (<i>keshiki<\/i>) da pe\u00e7a.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2620\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2620\" class=\"size-medium wp-image-2620\" src=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/1991-106det03_w-300x273.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"273\" srcset=\"https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/1991-106det03_w-300x273.jpg 300w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/1991-106det03_w-500x454.jpg 500w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/1991-106det03_w-768x698.jpg 768w, https:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/1991-106det03_w.jpg 983w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-2620\" class=\"wp-caption-text\">Cer\u00e2mica Kohiki. S\u00e9c. XV-XVI. Coreia. Dinastia Joseon. Di\u00e2m. 17,00 cm, Altura 8,30 cm. Museu de Cleveland de Arte.<\/p><\/div>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A finaliza\u00e7\u00e3o feita na base circular nos d\u00e1 uma impress\u00e3o forte em sua forma ortodoxa. O lugar onde o engobe fica ralo, espalha-se a cor do corpo da argila, rico em ferro. Al\u00e9m disso, uma parte da cor cinza do corpo de argila aparece nu nos arredores e na parte da pe\u00e7a que encosta no ch\u00e3o, ou tatami (chamada de <i>tatami-tsuki<\/i>). Dessa forma, apesar do engobe branco servir como base geral, o aspecto do recipiente, em numerosos lugares, rico em matizes, apresenta um dos encantos do <em>kohiki<\/em>. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><strong>Fonte<\/strong>:<br \/>\n<\/span><\/p>\n<ul>\n<li class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u7c89\u5f15. http:\/\/touroji.com\/choice\/kohiki.html<\/span><\/li>\n<li class=\"p1\">Covell, Jon Carter e Alan. The World of Korean Ceramics. Si-sa-yong-o-sa, Inc.<\/li>\n<li class=\"p1\">Wilson, Richard. Inside Japanese Ceramics. Ed. Weatherhill.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":4674,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,5,6,8],"tags":[25,34,70,72,76,92,93,38],"class_list":["post-2575","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-esmalte","category-historia","category-tecnicas","tag-cerimonia-do-cha","tag-coreia","tag-japao","tag-joseon","tag-kohiki","tag-punchong","tag-punchong-sagi","tag-38"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2575","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2575"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2575\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16114,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2575\/revisions\/16114"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4674"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2575"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2575"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gustavoassisceramicas.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2575"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}